Uma estrada de meio metro na qual eu viajo horas e horas sem me cansar. Uma cortina de cordas, alinhadas, rígidas, como as grades de uma jaula que guarda segredos inimagináveis. Uma escada que sobre, sobe, sobre... sem sair da mesma escala. Uma ponte entre o silêncio e o gemido. Um muro entre a música e o ruido. Um corredor para o céu.
Assim é o braço do meu violão.
Nele os meus dedos dançam,
Saltam e deslizam,
alegremente ou com melancolia,
de acordo com a música que soa em meu coração
Este terceiro braço...
Torna-se parte do meu corpo,
Enquanto o próprio corpo de dissolve entre acordes,
ritmos e melodias perdidas no tempo e no espaço,
No abismo da alma;
Soando, chamando, revelando-se.
Meu braço de madeira...
Um dia foi árvore, hoje é música.
Quando madeira, ouvia silenciosamente o canto dos pássaros sem poder acompanhar.
Hoje é o arauto que dá voz aos anseios da minha alma, que nunca há de se calar
Foto: Douglas Rezende
Bem vindo! Esse blog é uma coleção de textos que escrevo. Não sou eu que os crio, eles nascem em mim. Vêm de algum lugar distante em minha alma e emergem no papel. (Agora também na tela do computador! rsrsrs). Tento entendê-los, mas não falam a minha lingua. Se você se aventurar a fazer o mesmo, não deixe de escrever um comentário.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
domingo, 8 de setembro de 2013
Preço e Valor
Na sociedade de mercado tudo é produto, tudo é atração, tudo tem seu preço. Você é livre pra escolher o que lhe agrada. Escolha quem você quer amar, decida com qual ídolo você quer parecer. Coloque-se na prateleira com um rótulo bem atraente, um sorriso plástico e uma propaganda convincente. Faça seu teatro, dance a dança da sociedade de consumo. A dança da competição, cada um disputando um pouco de atenção. Mas cuidado! Na sociedade do espetáculo tudo é descartável, tudo tem prazo de validade.
Qual é o seu valor?
Qual é o seu valor?
domingo, 30 de junho de 2013
O BRASIL NÃO GANHOU
O BRASIL NÃO GANHOU
Alguns jogadores ganharam uma partida, mas o Brasil não é isso, o Brasil é muito mais. O Brasil mesmo, a nossa NAÇÃO, nosso POVO, só está perdendo a cada dia. Perde na educação, perde na saúde, perde na distribuição de renda, perde na política, perde, perde... Perde tanto que já virou clichê reclamar. :(
E o futebol acaba sendo consolação para os nossos males. Afinal, está tudo uma bagunça... mas tudo bem, somos os melhores do mundo no futebol!
Chega de se contentar com esta miséria!!!
Vamos jogar todos juntos para vencer de verdade!
Vamos torcer (trabalhar) para ver menino sonhando em ser médico, juiz, professor, prefeito... e não apenas jogando bola pra ficar longe do tráfico. Vamos torcer pra ver professor tendo reconhecimento (e salário) de jogador! Vamos torcer (e cobrar) pra que juiz dê cartão vermelho pra político corrupto. Vamos torcer para... é tanta coisa... Há tantos desafios para o Brasil vencer. Não podemos parar!
Seleção, quantos vocês são? Nem sei. Alguns no campo, outros no banco, mais a equipe de apoio... vocês representam, mas NÃO SÃO O Brasil.
O meu Brasil é muito mais do que isso. O Brasil é mais de 180 milhões de pessoas com necessidade de educação, segurança, lazer, justiça, saúde, cultura... é este Brasil que eu quero ver vencer.
O Brasil não ganhou hoje, e a España também não perdeu. Nenhum de nós ficou um pouco menor ou maior. Aliás, só iremos ganhar e crescer quando competirmos dentro do campo e jogarmos juntos do lado de fora.
Mesmo assim, com todos os teus defeitos, eu te amo meu Brasil, meu povo! Eu te amo España, meus irmãos, minha família. Vamos caminhar juntos, porque temos muito o que fazer.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
NOSSA CASA
Nossa casa é uma fronteira
entre dois países distantes.
Terras longínquas,
separados por um oceano,
mas unidas em nossa casa
pela união de dois amantes.
É o encontro de duas culturas
- riqueza em dobro
União de muitas histórias
- bagagem de cada povo
Minha gente; sua linhagem...
em nós se misturando.
Formando uma nova raça,
nova história começando:
A nossa casa.
Tem o calor do mediterrâneo...
E o frescor das florestas...
Seu fervor flamenco...
Minha mansidão tupiniquim...
Tudo junto e misturado,
diversidade sem fim.
Um mosaico encantado.
Nossa casa é assim.
quinta-feira, 14 de março de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
O Tesouro de Bresa
Há uma história chamada "O Tesouro de Bresa", na qual um pobre alfaiate da Babilônia compra um livro com o segredo de um tesouro. Para descobrir o segredo, ele tem que decifrar o livro, que é escrito em diversos idiomas complicados. Ao estudar e aprender estes idiomas, começam a surgir-lhe oportunidades, e ele lentamente começa a progredir. Depois, é preciso decifrar os cálculos matemáticos do livro. É obrigado a continuar estudando e se desenvolvendo, e com isso começa a ser importante no reino. Além disso, a responsabilidade da sua posição alcançada exige que ele continue estudando mais ainda: as leis, a história a cultura... O que o faz alcançar grande riqueza e prestígio para si e para o seu reino. No final da história, não existe tesouro algum - na busca do segredo, a pessoa se desenvolveu tanto que ela mesma passa a ser o tesouro.
Eu acredito que este livro é a Bíblia.
Eu acredito que este livro é a Bíblia.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Vida
"Os dias são curtos, nossas raízes profundas...
O vento que nos leva talvez nunca mais passe por aqui.
Mas não tenha medo, erga as velas, enfrente as ondas;
O Bom Piloto anuncia: novos céus, nova terra à vista!"
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O Vento
Do meu amigo, mestre e irmão, Marcos Shalom:
O Vento,
Ele, o vento, se torna um só com os meus pensamentos. Viaja as distâncias que nos separam, até encontrar você, e como brisa suave envolver o seu corpo em um abraço. Posso sentir o calor do seu corpo, o seu perfume, a suavidade de sua pele... sentir a maciez dos seus lábios umedecidos... posso acariciar o seu rosto, e em seus ouvidos soprar a intensidade do meu amor por você.
Ver o seu sorriso, e seus olhos brilharem de felicidade e amor, estes olhos alegres e expressivos... Posso ver através deles a beleza que existe em sua alma, beleza que não é efêmera. Mas resiste ao senhor da vaidade. O Tempo, o impetuoso Tempo.
Mas agora só existe o vácuo, o senhor do silencio. No vácuo o vento não existe. Não posso soprar em seu ouvido, não posso!
O vácuo não esta só, com ele caminha uma criatura cujo o nome aterroriza os que amam. A simples pronúncia de seu nome causa dor e angustia em qualquer ser humano que está amando, nas pessoas que desejam estar com a sua amada. O seu nome é Adeus!
(M. A. S.)
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
"Pai Nosso" brasileiro
Pai nosso que estais no Corcovado,
Fotografado seja o teu mármore.
Venha o teu chaveiro,
Seja feito o teu cartão postal,
Assim no sul, quanto na Bahia.
O futebol nosso de cada dia dai-nos hoje,
Perdoa as nossas dívidas,
(Até mesmo porque não podemos pagá-las...)
E não nos deixes cair em malandragem,
Mas livrai-nos do trabalho. Amém.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
A Semente Borboleta
Ontem eu
estava voltando do Restaurante Universitário, passando pelo bosque da
Engenharia Ambiental, quando vi uma coisa no chão que me chamou atenção. Era
uma semente de pinheiro, daquelas que, quando soltas no ar, caem rodopiando.
Sempre achei interessante essa coisinha, mas não sabia bem o porquê. Ontem,
porém, a visão da semente no chão me trouxe à consciência uma memória
antiqüíssima de um fato ocorrido em minha infância. E essa lembrança trouxe
consigo um sentimento diferente, desses raros, difíceis de explicar. Algo com
sabor de amor, tristeza, alegria, saudade...
Uma vez,
quando eu era criança, minha mãe viajou, envidada pela escola em que
trabalhava, para fazer um curso de aperfeiçoamento. Não lembro bem como foi a
sua chegada, só sei que era noite e imagino que eu estava ansiosamente
esperando por ela. Mas o que ela trouxe, disso eu não me esqueceria. Era uma
semente de pinheiro.
Eu nunca tinha
visto aquilo antes. Fiquei maravilhado como caia rodopiando. Era tão legal...
Minha mãe levantava a semente e soltava no ar para eu e meu irmão vermos. Fazia
isso com todo cuidado e falava de como era frágil, pois a “asa” da semente era
fina e delicada como a asa de uma borboleta.
Contava também de onde tinha trazido. Logo eu já tinha pego a semente e
estava brincando com ela, sempre ouvindo minha mãe dizer para pegar com cuidado
para não estragar. Mas logo a “asa” da semente rasgou e ela passou a cair no
chão como uma pedrinha qualquer. Eu tinha estragado o brinquedo.
Vendo o
desapontamento do meu irmão (mais novo) e com vergonha por ter estragado algo
tão especial, e que minha mãe tinha falado tanto para cuidar, desatei a chorar.
Acho que nunca outra vez chorei como daquela vez. Um sincero desapontamento
comigo mesmo... Mas, apesar disso, minha mãe não disse nada, apenas me
consolou...
Voltando ao
bosque da Engenharia, fiquei pensando porque um fato tão corriqueiro pôde ter
sido tão marcante e sua lembrança tão carregada de sentimentos. Então me
coloquei na minha própria posição daquela idade e fiquei imaginando o que teria
pensado naquele momento. Assim percebi que naquela época aquela semente de
pinheiro tinha um valor diferente, muito maior do que um objeto comum. Era algo
novo, que eu nunca tinha visto, e trazido de um lugar distante e desconhecido.
E mais, minha mãe mostrava para nós com tanta empolgação, para nos entreter,
que me pareceu, em minha mente ingênua, que para ela era algo de muito valor.
Quando eu estraguei, foi como se tivesse quebrado uma jóia. Como minha mãe
tinha advertido várias vezes para ter cuidado, pensei que ela iria lamentar a
perda e ficar furiosa comigo. E por isso comecei a chorar. E por isso eu fiquei
surpreso quando ela me consolou. É claro que para ela era apenas um objeto
achado no chão entre tantos semelhantes, mas eu acreditava que tinha valor.
E quando eu
comecei a chorar e pensar que ela iria brigar comigo, qual não foi a minha
surpresa quando ela me abraçou e me consolou! Foi sublime... Eu, o destruidor
daquele magnífico brinquedo, sendo abraçado com todo carinho. Acho que nunca
senti tanto amor. Aquilo me fez sentir que para a minha mãe eu era mais
importante do que aquele “objeto precioso”. Naquele dia, sem saber, eu aprendi
uma importante lição sobre o amor.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Dores de crescimento
Dores de crescimento significam que a estrutura do meu ser
já não suporta mais a grandeza que a minha alma atingiu.
Dores de parto significam que o corpo não pode mais conter
dentro de si a vida que irá explodir para o mundo.
Dores de amor significam que a paixão é mais profunda
e penetrante que os pregos da cruz de Cristo.
As feridas que você me causa são tatuagens na minha pele.
Embora não sejam esteticamente bonitas eu as amo,
Amo-as, por que nesta linguagem estranha que têm
Elas falam sobre o meu apaixonado amor por você.
Isto é paixão:
Amar com a mente, o coração e a carne!
Prefiro sangrar até à última gota
A ter que me afastar de você!
já não suporta mais a grandeza que a minha alma atingiu.
Dores de parto significam que o corpo não pode mais conter
dentro de si a vida que irá explodir para o mundo.
Dores de amor significam que a paixão é mais profunda
e penetrante que os pregos da cruz de Cristo.
As feridas que você me causa são tatuagens na minha pele.
Embora não sejam esteticamente bonitas eu as amo,
Amo-as, por que nesta linguagem estranha que têm
Elas falam sobre o meu apaixonado amor por você.
Isto é paixão:
Amar com a mente, o coração e a carne!
Prefiro sangrar até à última gota
A ter que me afastar de você!
As pessoas boas estão fadadas à pobreza
Há algum tempo ouvi falar sobre uma tal de “Economia do Dom”. Não me aprofundei muito no estudo do tema, mas ouvir falar sobre isso quebrou meu paradigma e abriu janelas na minha mente para repensar os mecanismos da economia. Inesperadamente, hoje fui tomado por uma inspiração irresistível que me fez escrever o texto “As pessoas boas estão fadadas ao fracasso”. Como geralmente tem acontecido, este estado de fertilidade mental é subproduto de um frutífero encontro que tive com a Srta. Ester Utrilla Andrade.
Te amo, minha musa!
E claro, não poderia deixar de citar a influência do meu obstinado amigo Marcos Romais.
Te amo, minha musa!
E claro, não poderia deixar de citar a influência do meu obstinado amigo Marcos Romais.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Cavaleiro Solitário
.
Fui um cavaleiro solitário
Andei errante por terras distantes
Travei batalhas sem companheiros
Curei minhas próprias feridas
Mas agora nada mais disso faz sentido
Minha armadura reluzente não mais me impressiona
Meu escudo soberbo não mais me orgulha
Agora lembrei que sou humano.
Aprendi que a maior glória não está
Em conquistar e dominar o mundo,
Mas sim em se deixar ser conquistado.
Deixei minha espada de lado
Eu, coração duro, peito de pedra,
Rendi-me ao encanto de uma flor
Baixei a guarda, expus minha parte frágil
Entreguei-me ao amor.
Agora este cavaleiro já não é solitário
Não dorme mais em cavernas escuras
Sua força já não está em sua armadura
Mas no coração, que pulsa cheio de vida.
Já não há o medo, travestido de soberba
Há segurança, que se manifesta na bondade.
Já não há uma criança frágil, em armadura de guerreiro
Mas sim um homem, nos braços da mulher amada.
Fui um cavaleiro solitário
Andei errante por terras distantes
Travei batalhas sem companheiros
Curei minhas próprias feridas
Mas agora nada mais disso faz sentido
Minha armadura reluzente não mais me impressiona
Meu escudo soberbo não mais me orgulha
Agora lembrei que sou humano.
Aprendi que a maior glória não está
Em conquistar e dominar o mundo,
Mas sim em se deixar ser conquistado.
Deixei minha espada de lado
Eu, coração duro, peito de pedra,
Rendi-me ao encanto de uma flor
Baixei a guarda, expus minha parte frágil
Entreguei-me ao amor.
Agora este cavaleiro já não é solitário
Não dorme mais em cavernas escuras
Sua força já não está em sua armadura
Mas no coração, que pulsa cheio de vida.
Já não há o medo, travestido de soberba
Há segurança, que se manifesta na bondade.
Já não há uma criança frágil, em armadura de guerreiro
Mas sim um homem, nos braços da mulher amada.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Para minha musa
Soy un cavalo indomable
Correndo por la selva,
Pero soy tuyo.
Soy un rio interminable
Sin dirección correcta,
Pero soy tuyo.
Soy un huracan incontrolable
Lo cual nunca cesa,
Pero soy tuyo.
Correndo por la selva,
Pero soy tuyo.
Soy un rio interminable
Sin dirección correcta,
Pero soy tuyo.
Soy un huracan incontrolable
Lo cual nunca cesa,
Pero soy tuyo.
sábado, 15 de outubro de 2011
Hoje tive um dos melhores dias da minha vida.
Hoje tive um dos melhores dias da minha vida.
Não houve nada extraordinário. Acordei mais cedo do que o comum. Saí de casa com chuva. Li um bom livro no ônibus, tomei café da manhã em uma lanchonete popular, tive uma aula muito interessante e bem cansativa, voltei para casa a pé, comprei um livro usado, almocei qualquer coisa, achei uma bala em um bolso, passei horas fazendo uma grande faxina no apartamento, empenhei também mais de uma hora fazendo um favor para um amigo, conversei (mesmo que virtualmente) com a garota que eu amo (que é a garota mais encantadora do mundo, diga-se de passagem), ouvi muita música (como sempre), tomei um sorvete, fui ao supermercado, rí com o meu irmão no pouco tempo que passamos juntos, telefonei par a minha avó… Realmente fiz bastante coisa hoje, mas nada extraordinário. Mesmo assim foi um dos melhores dias da minha vida.
Porque? Não sei explicar direito. Mas imagino que foi porque hoje eu não tentei fazer o dia valer a pena. Contentei-me em apenas viver cada momento, até os chatos e entediantes, sem reclamar
Todos os dias eu sou movido pelo Carpe Diem. E já é natural eu me esforçar para aproveitar ao máximo o dia. Mas para hoje eu não tinha expectativas. Estava preparado para um dia chuvoso, sem graça e cheio de coisas chatas para fazer. Mas talvez por essa falta de expectativa, essa paciência de não esperar do dia mais do que ele pode dar, talvez isso me tenha feito aproveitar tão bem este dia. Apenas vivi, me dando por satisfeito com cada gota de alegria que o tempo me proporcionou. Sem esperar nada. Como uma árvore, que nem sabe que vive, e mesmo assim vive intensamente, e dá vida, e é pura vida, e está conectada com tantas outras vidas.
Em um momento até consegui parar de pensar por algum tempo. Andando e ouvido música, apenas observando tudo ao redor, e me sentindo pertencendo ao todo...
O interessante é que quando eu percebi, no meio da tarde, que estava tendo um dos melhores dias da minha vida eu pensei "até aqui está sendo perfeito, mas duvido que continue assim até o final". Mas apesar disso eu me contentei com o que tinha. Não tentei fazer nada para forçar um bom desfecho para este dia. Afinal, até ali eu não tinha feito nada para estar tão pleno desta singela alegria, então não faria sentido a partir de então buscar uma alegria simulada. Até aceitei que se a partir dali o dia terminasse em desventuras, mesmo assim eu me daria por satisfeito. Então prossegui em minhas atividades. E também dei mais atenção ao canto dos pássaros, às flores do caminho… E sabe o que aconteceu? O inacreditável! Até agora, na hora de dormir, vivi de forma extraordinária este dia comum. Certamente foi um dos melhores dias da minha vida.
Agora tenho que acrescentar mais uma coisa que fiz hoje: escrevi um texto contando a experiência de viver um dos melhores dias da vida. Isso sim é extraordinário! Que presente o Senhor me deu hoje! Será que amanhã vai ser igual? Imagino que não. Os "melhores dias da vida" precisam ser raros, para terem o valor que têm. Eles são como flor, que desabrocha, mostra todo o seu esplendor, definha em morre - mas então se transforma em um fruto. Sei que este foi um dia especial e raro, mas sei também que hoje, mais um pouco, aprendi a viver.
14 de outubro de 2011
Não houve nada extraordinário. Acordei mais cedo do que o comum. Saí de casa com chuva. Li um bom livro no ônibus, tomei café da manhã em uma lanchonete popular, tive uma aula muito interessante e bem cansativa, voltei para casa a pé, comprei um livro usado, almocei qualquer coisa, achei uma bala em um bolso, passei horas fazendo uma grande faxina no apartamento, empenhei também mais de uma hora fazendo um favor para um amigo, conversei (mesmo que virtualmente) com a garota que eu amo (que é a garota mais encantadora do mundo, diga-se de passagem), ouvi muita música (como sempre), tomei um sorvete, fui ao supermercado, rí com o meu irmão no pouco tempo que passamos juntos, telefonei par a minha avó… Realmente fiz bastante coisa hoje, mas nada extraordinário. Mesmo assim foi um dos melhores dias da minha vida.
Porque? Não sei explicar direito. Mas imagino que foi porque hoje eu não tentei fazer o dia valer a pena. Contentei-me em apenas viver cada momento, até os chatos e entediantes, sem reclamar
Todos os dias eu sou movido pelo Carpe Diem. E já é natural eu me esforçar para aproveitar ao máximo o dia. Mas para hoje eu não tinha expectativas. Estava preparado para um dia chuvoso, sem graça e cheio de coisas chatas para fazer. Mas talvez por essa falta de expectativa, essa paciência de não esperar do dia mais do que ele pode dar, talvez isso me tenha feito aproveitar tão bem este dia. Apenas vivi, me dando por satisfeito com cada gota de alegria que o tempo me proporcionou. Sem esperar nada. Como uma árvore, que nem sabe que vive, e mesmo assim vive intensamente, e dá vida, e é pura vida, e está conectada com tantas outras vidas.
Em um momento até consegui parar de pensar por algum tempo. Andando e ouvido música, apenas observando tudo ao redor, e me sentindo pertencendo ao todo...
O interessante é que quando eu percebi, no meio da tarde, que estava tendo um dos melhores dias da minha vida eu pensei "até aqui está sendo perfeito, mas duvido que continue assim até o final". Mas apesar disso eu me contentei com o que tinha. Não tentei fazer nada para forçar um bom desfecho para este dia. Afinal, até ali eu não tinha feito nada para estar tão pleno desta singela alegria, então não faria sentido a partir de então buscar uma alegria simulada. Até aceitei que se a partir dali o dia terminasse em desventuras, mesmo assim eu me daria por satisfeito. Então prossegui em minhas atividades. E também dei mais atenção ao canto dos pássaros, às flores do caminho… E sabe o que aconteceu? O inacreditável! Até agora, na hora de dormir, vivi de forma extraordinária este dia comum. Certamente foi um dos melhores dias da minha vida.
Agora tenho que acrescentar mais uma coisa que fiz hoje: escrevi um texto contando a experiência de viver um dos melhores dias da vida. Isso sim é extraordinário! Que presente o Senhor me deu hoje! Será que amanhã vai ser igual? Imagino que não. Os "melhores dias da vida" precisam ser raros, para terem o valor que têm. Eles são como flor, que desabrocha, mostra todo o seu esplendor, definha em morre - mas então se transforma em um fruto. Sei que este foi um dia especial e raro, mas sei também que hoje, mais um pouco, aprendi a viver.
14 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Alvorecer
Quando chega o crepúsculo
e o sol se curva, e as
sombras se estendem
até serem uma só
Me lembro daquele ósculo
que ainda espero,
que me foi prometido.
Lembro que ainda não estou só.
Quando o céu fica escuro
e as estrelas brilham como sempre,
e a lua mostra apenas meia face,
reconheço que sou apenas pó.
De uma verdade fico seguro:
Tudo passa, até as estrela morrem.
E em face da minha própria breviedade
minha garganta dá um nó.
Mas logo a noite acaba
e chega mais um alvorecer.
A natureza com júbilo anuncia:
está na hora de renascer.
e o sol se curva, e as
sombras se estendem
até serem uma só
Me lembro daquele ósculo
que ainda espero,
que me foi prometido.
Lembro que ainda não estou só.
Quando o céu fica escuro
e as estrelas brilham como sempre,
e a lua mostra apenas meia face,
reconheço que sou apenas pó.
De uma verdade fico seguro:
Tudo passa, até as estrela morrem.
E em face da minha própria breviedade
minha garganta dá um nó.
Mas logo a noite acaba
e chega mais um alvorecer.
A natureza com júbilo anuncia:
está na hora de renascer.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Infinito
Há uma alegria infinita que corre como a correnteza de um rio.
Sou pequeno demais para acolher tanta graça,
Mas me alimento fartamente deste pão e deste vinho.
Sem construir represas, nem erguer celeiros,
Vou apenas me alimentando a cada dia desta infinita felicidade
Que se chama Jesus.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O Tempo
Quero envelhecer e ter 99 anos.
Quero ter cabelo branco, usar pantufa e andar de bengala.
Quero caminhar na praça lentamente e cumprimentar a garotada.
Quero ser chamado de tio, avô...
Sentar na poltrona e contar (his)estórias,
Colocar uma criança no meu colo e ouvir sua história
Quero ajuda para levantar.
Quero perder a caneta, vestir a roupa do lado avesso e não perceber.
Esquecer até o meu nome!
Quero ver o por do sol e lembrar velhas músicas.
Quero cantar desafinado e não ter vergonha,
Conversar com desconhecidos e não ter preconceito.
Quero dormir como uma pedra e roncar! E sonhar...
Quero sonhar acordado, como sempre fiz.
Quero rir com velhos amigos.
Quero me divertir com os netos.
Quero ser bem velho
E estar com você!
Quero ver sua beleza passar por todas as fazer da vida.
E ver o mesmo sorriso brincalhão da minha namorada
No rosto meigo e de uma velhinha desarrumada.
Quero ter cabelo branco, usar pantufa e andar de bengala.
Quero caminhar na praça lentamente e cumprimentar a garotada.
Quero ser chamado de tio, avô...
Sentar na poltrona e contar (his)estórias,
Colocar uma criança no meu colo e ouvir sua história
Quero ajuda para levantar.
Quero perder a caneta, vestir a roupa do lado avesso e não perceber.
Esquecer até o meu nome!
Quero ver o por do sol e lembrar velhas músicas.
Quero cantar desafinado e não ter vergonha,
Conversar com desconhecidos e não ter preconceito.
Quero dormir como uma pedra e roncar! E sonhar...
Quero sonhar acordado, como sempre fiz.
Quero rir com velhos amigos.
Quero me divertir com os netos.
Quero ser bem velho
E estar com você!
Quero ver sua beleza passar por todas as fazer da vida.
E ver o mesmo sorriso brincalhão da minha namorada
No rosto meigo e de uma velhinha desarrumada.
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